Esta semana, no inebriante Mata Citta, no coração do Rosewood São Paulo, na histórica Cidade Matarazzo, viveu-se uma rara combinação de propósito, elegância e memória — dessas que São Paulo sabe encenar como ninguém.
O jantar de Anesio Fassina foi em hommage ao multimídia Toinho Silveira, em temporada efervescente: pré-Copacabana Palace, pós-Campos do Jordão e ainda sob os ecos do “casamento da década” em Natal. Um roteiro social que atravessa o país com a naturalidade de quem transforma eventos em narrativa e presença em espetáculo.
Já hoje, o protagonismo foi de Ana Karen, idealizadora da campanha “Não É Não”, do grupo Mulheres Solidárias — lembrando que sofisticação também é consciência. Entre taças erguidas e discursos breves, celebrava-se o aniversário de Silvana Herrera, do consulado da República Dominicana, em clima de diplomacia afetuosa e alegria tropical.
O fim simbólico dos festejos de Rei Momo pairava no ar, como se as máscaras ainda guardassem ecos do carnaval recém-partido. E máscaras não faltaram: o encontro, capitaneado por Ana Karin Andrade, reuniu entidades de classe sob um tema que flertava com o baile veneziano — piano ao vivo, menu gourmet preciso, bolo exuberante e conversas que cruzavam cultura, política e sociedade.
Enquanto o sol de verão atravessava os ambientes fabulosos e abarrotados do complexo, era impossível não sentir a presença invisível do Conde Francesco Matarazzo — cuja visão industrial e aristocrática ainda ecoa nas arcadas restauradas e na imponência que resiste ao tempo.
Entre brindes e encontros, São Paulo reafirma sua vocação: transformar memória em palco, causas em gesto concreto e celebração em legado.
Sobre o Mata Cittá: fenômeno gastronômico e turístico em Sao Paulo
No complexo Cidade Matarazzo o Mata Città, (mesmo local don de está o seis estrelas Hotel Rosewood e o Clube Privativo SOHO House para executivos, Casa Bradesco … por enquanto!) novo restaurante italiano no Cidade Matarazzo.
Assim, o projeto idealizado pelo audacioso CEO frances Alex Allard propõe celebrar a cultura italiana como prática diária e compartilhada. Inspirado na Il dolce vita italiana e no cinema das décadas de 1960 e 1970, o Mata Città se apresenta como um cinematográfico e sedutor convite à permanência. A proposta – lotadíssima todos os dias e horários – acompanha o ritmo real da cidade, funcionando em três períodos.
Com 1.600 m², o Mata Città se distribui em sete ambientes interligados, cada um com atmosfera própria. Ao mesmo tempo, todos se conectam por uma narrativa mediterrânea contínua. Assinado pelo escritório TOCA, de Malu Barretto, o projeto arquitetônico aposta em uma estética sensorial e cheia de camadas.
Nesse percurso, o Dolce Vita abre a experiência com café e brunch ao longo do dia, além de doces e gelatos de perfil nostálgico. Em seguida, o Capo surge em meia-luz, inspirado nos grandes bares romanos e em sua atmosfera teatral.
Enquanto isso, o Conde presta homenagem a Francisco Matarazzo, reunindo elementos industriais, tapeçarias e retratos históricos em um salão de caráter museológico. Já o Cucina funciona como empório italiano, com queijos cortados à mão, embutidos em maturação e produtos para levar.
Para quem prefere o ar livre, o Terrazza remete às varandas mediterrâneas, com tecidos fluidos, cerâmicas coloridas e vegetação. Na sequência, o Positano evoca a exuberância da Costa Amalfitana, com paredes tomadas por garrafas e luz âmbar. Por fim, o jardim de inverno Tivoli encerra o percurso com atmosfera tropical, marcada por bambus, treliças verdes e teto espelhado.
Na cozinha, o menu italiano reúne mais de 50 preparos inspirados na culinária popular da Itália. Assim, o foco está em pratos clássicos, pizzas, massas e itens atraentes; Entre os destaques, as pizzas ganham protagonismo nos sabores Margherita (R$ 38), com molho de tomate, fior di latte e manjericão; Calabresa (R$ 45), com cebola caramelizada e chili oil; e a Pizzetta Burrata (R$ 49), preparada com tomate confit, burrata, raspas de limão siciliano e borda coberta com pesto. O frango assado para compartilhar entres tres pessoas é inesquecivel!
Já as massas percorrem diferentes regiões do país. Ao mesmo tempo, alternam clássicos reconfortantes e receitas mais intensas, como o Spaghetti Aglio e Olio (R$ 40), o Agnolotti dal Plin (R$ 70), servido com manteiga, parmesão e demi-glace;
Uma visita obrigatória para gourmets e turistas de todos pais. Até os estrangeiros estão reservando para conhecer o épico gastronômico paulistano !
