Operação da Polícia Civil desarticula quadrilha que furtava cargas de trens no interior de SP
Grupo desviava toneladas de soja e açúcar e causou prejuízo milionário; três suspeitos foram presos
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira (17) a Operação Ouro Branco, que desarticulou uma quadrilha especializada no furto de cargas transportadas por trens no interior do estado.
O grupo atuava principalmente na região de Aguaí, desviando toneladas de farelo de soja e açúcar que tinham como destino o Porto de Santos. Segundo as investigações, o esquema gerou prejuízo milionário à empresa responsável pelo transporte.
Operação mobilizou policiais e cumpriu mandados
A ação foi coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da Divecar, e contou com 29 policiais civis e 10 viaturas.
Foram cumpridos:
- 4 mandados de prisão temporária
- 11 mandados de busca e apreensão
Até o momento, três suspeitos foram presos, e um quarto investigado segue sendo procurado.
Durante a operação, os agentes apreenderam:
- Veículos utilizados no crime
- Sacos usados no transporte das cargas furtadas
- Dois simulacros de arma
- Outros materiais relacionados ao esquema
Esquema funcionava em etapas
As investigações começaram em dezembro de 2025, após denúncias sobre furtos recorrentes ao longo das linhas férreas.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha atuava de forma organizada:
- Parte do grupo acessava os vagões em movimento
- A carga era retirada, ensacada e lançada às margens da ferrovia
- Outros integrantes recolhiam o material com veículos
- Os produtos eram levados a galpões e propriedades rurais
- Depois, eram “regularizados” e revendidos no mercado
“O grupo agia diretamente nos vagões em movimento, retirava a carga e lançava na linha férrea para posterior recolhimento”, explicou o delegado Danilo Alexiades, responsável pela investigação.
“Ouro Branco” e mercado ilegal
O nome da operação faz referência ao alto valor e facilidade de comercialização dos produtos furtados, especialmente o açúcar.
“O açúcar é uma mercadoria que já tem comprador certo, o que facilita sua rápida inserção no mercado ilegal”, destacou o delegado.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema criminoso, incluindo possíveis receptadores.
