A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira (26) a segunda fase da Operação Hipócrates, que investiga um esquema envolvendo falsos médicos que atuavam em um hospital particular da zona leste da capital paulista.
De acordo com as investigações conduzidas pelo 22º Distrito Policial de São Miguel Paulista, dois homens teriam se passado por médicos e realizado cerca de 2 mil atendimentos irregulares ao longo de dois anos. A polícia aponta ainda que nove pacientes morreram em decorrência de possíveis erros e falhas nos atendimentos prestados.
Operação cumpre mandados em cinco cidades
A ação cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.
Além disso, a Justiça determinou o afastamento da gestora operacional e do diretor clínico da unidade hospitalar investigada por suspeitas de omissão e negligência.
Segundo o delegado Mariano de Araújo, responsável pelo caso, a investigação busca identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.
“Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas. A investigação aponta consequências gravíssimas para pacientes”, afirmou o delegado.
Investigação começou em 2025
A primeira fase da Operação Hipócrates ocorreu em dezembro do ano passado, quando policiais cumpriram mandados em um hospital da zona leste de São Paulo.
O caso apura crimes de exercício ilegal da medicina, estelionato e uso de documentos falsos. As investigações continuam para aprofundar a responsabilização dos envolvidos.
A operação mobilizou 13 viaturas, três delegados, 35 investigadores e seis escrivães. Até o momento, um dos alvos foi localizado.
