Transmitida por fungos presentes no ambiente, a esporotricose exige atenção dos tutores e cuidados para evitar a propagação da doença entre animais e pessoas.
A Prefeitura de Barueri reforçou o alerta sobre a esporotricose, uma doença causada por fungos presentes em matéria orgânica vegetal, como troncos, jardins e outros ambientes naturais. A enfermidade pode atingir tanto animais quanto seres humanos, sendo os gatos os mais vulneráveis à infecção.
Os felinos geralmente entram em contato com o fungo ao circular por áreas contaminadas. Como o microrganismo pode permanecer nas unhas dos animais infectados, a transmissão pode ocorrer por meio de arranhões, mordidas ou durante brigas entre animais.
Especialistas destacam que os gatos não são responsáveis pela origem da doença, mas também vítimas dela. Quando diagnosticados precocemente e submetidos ao tratamento adequado, muitos animais conseguem se recuperar completamente.
Nos gatos, os principais sintomas são feridas e caroços na pele que não cicatrizam e tendem a se agravar com o tempo. Já nas pessoas, a doença costuma provocar pequenos nódulos na pele, principalmente nos braços e pernas. Em indivíduos com a imunidade comprometida, o quadro pode evoluir para formas mais graves.
Dados do município apontam que, entre 2022 e 2025, foram registrados 172 casos de esporotricose em animais, sendo 169 em gatos e três em cães. Também houve registros da doença em seres humanos.
Em caso de suspeita, os tutores devem procurar o Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), que realiza o diagnóstico gratuitamente pelo telefone (11) 4198-5679.
Já situações envolvendo animais de rua com ferimentos suspeitos podem ser comunicadas ao Centro de Proteção ao Animal Doméstico de Barueri (Cepad II) pelo telefone (11) 4706-3953.
A orientação é que os tutores mantenham os animais sob acompanhamento veterinário, evitem o contato com feridas suspeitas sem proteção e busquem atendimento assim que surgirem os primeiros sinais da doença.
