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Soltar balões na estiagem é crime e aumenta risco de incêndios em São Paulo

As forças de segurança do Estado de São Paulo reforçaram o alerta sobre os riscos da soltura de balões durante o período de estiagem. Além de ser considerada crime ambiental, a prática pode provocar incêndios de grandes proporções em áreas de vegetação, imóveis, redes elétricas e até colocar em risco o tráfego aéreo.

Entre os meses de junho e outubro, a combinação de baixa umidade do ar, ventos e vegetação seca favorece a rápida propagação do fogo, aumentando os danos ao meio ambiente e ao patrimônio.

Polícia Ambiental intensifica fiscalização

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a prevenção é a principal ferramenta para evitar acidentes. A fiscalização vai além da soltura de balões e inclui ações contra a fabricação, armazenamento, transporte e comercialização dos artefatos.

De acordo com o porta-voz da corporação, tenente Aurélio Teixeira, os balões representam uma ameaça ainda maior durante a estiagem por não haver controle sobre sua direção, altura, deslocamento ou local de queda.

Perigo para vegetação, imóveis e aeronaves

Além de causar incêndios florestais, os balões podem atingir residências, galpões, depósitos, áreas rurais e redes elétricas, gerando prejuízos materiais e colocando vidas em risco.

Os artefatos também oferecem perigo à aviação, especialmente para helicópteros e aeronaves que operam em baixa altitude.

Soltar balões é crime ambiental

A prática é proibida pela Lei Federal nº 9.605/1998. O artigo 42 prevê pena de detenção de um a três anos, além de multa, para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões capazes de provocar incêndios.

Corpo de Bombeiros orienta prevenção

O Corpo de Bombeiros recomenda que a população evite qualquer prática que possa provocar incêndios durante o período seco. Nas férias escolares, também orienta pais e responsáveis a reforçarem os cuidados com brincadeiras como empinar pipas em locais inadequados.

Denúncias sobre fabricação, armazenamento, transporte ou soltura de balões podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, ou 190, da Polícia Militar.

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