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Corpo Encontrado em Rio em Cotia é de Empresário Desaparecido em SP

O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, que estava desaparecido em SP desde a última quinta-feira (16), foi localizado na manhã desta quinta-feira (23) em um rio no município de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo.

A confirmação da identidade foi feita pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) à reportagem da CNN Brasil. O empresário havia sido visto pela última vez ao sair da cidade vizinha de Carapicuíba.

De acordo com as autoridades, a vítima foi alvo de um sequestro planejado e posteriormente executada. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames periciais detalhados antes de ser liberado para os familiares para os procedimentos fúnebres.

Suspeita de Emboscada e Chantagem Financeira

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o empresário foi atraído para uma emboscada articulada por um indivíduo que se dizia seu amigo. A principal linha de investigação indica que a motivação do crime está ligada a desentendimentos financeiros prolongados.

Segundo declarações do delegado responsável pelo caso, Fabiano Barbeiro, a vítima vinha sendo alvo recorrente de chantagens. O comerciante vinha efetuando sucessivos repasses financeiros ao suspeito há algum tempo, porém tomou a decisão de interromper as chantagens e cortar os pagamentos.

Principais Pontos Revelados pela Investigação:

Vítima Implorou pela Vida Antes de Ser Morta em Área de Mata

A reconstituição dos fatos pela Polícia Civil revela que Marcelo permaneceu vivo durante todo o tempo em que esteve no cativeiro. Em seguida, foi transportado sob restrição de liberdade até uma área de mata fechada, próxima a um córrego em Cotia.

“Uma testemunha relatou à Polícia Civil que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com todo o dinheiro, desde que poupassem sua vida.”

Apesar dos apelos, os investigadores enfatizam que os elementos reunidos indicam que a intenção do grupo criminoso era matar Marcelo desde o início. Por essa razão, o caso não é tratado juridicamente como latrocínio (roubo seguido de morte), mas sim como homicídio mediante sequestro e extorsão.

Três Suspeitos Presos e Um Foragido

Até o momento, as operações policiais resultaram na prisão preventiva de três homens diretamente envolvidos no crime. Um quarto integrante do grupo já foi formalmente identificado pelas equipes de investigação e encontra-se foragido da Justiça.

As buscas permanecem ativas na Região Metropolitana para capturar o último suspeito e concluir o inquérito policial.

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