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Conta de luz sobe 14,1% em agosto e avança mais que o consumo em São Paulo

O custo da energia elétrica aumentou 14,1% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento realizado pela Lemon com base em sua carteira de clientes no Estado de São Paulo.

O valor total gasto com eletricidade passou de R$ 1,056 milhão em agosto de 2025 para R$ 1,205 milhão em agosto deste ano, uma diferença de aproximadamente R$ 149,2 mil.

A análise considera 1.260 registros de diferentes cidades e concessionárias paulistas e compara despesas e consumo entre junho e agosto de 2025 e de 2026.

Despesa cresce mais que o consumo

Em agosto, o consumo de energia da base analisada aumentou 6,7%, passando de 1,418 milhão para 1,512 milhão de kWh. O avanço ficou abaixo dos 14,1% registrados no valor desembolsado pelos consumidores.

A diferença é ainda maior quando considerado todo o trimestre. Entre junho e agosto de 2026, foram gastos R$ 3,56 milhões, contra R$ 3,19 milhões no mesmo período de 2025 — alta de 11,6%.

Já o consumo aumentou apenas 2,9%, de 4,34 milhões para 4,47 milhões de kWh. Dessa forma, na base analisada, a despesa cresceu quase quatro vezes mais que o consumo.

Alta aumentou mês a mês

Os dados mostram uma aceleração da diferença em relação ao ano passado. Em junho, a despesa ficou 8,7% maior, representando R$ 94,1 mil adicionais. Em julho, o avanço chegou a 12,2%, ou R$ 127,6 mil. Em agosto, atingiu 14,1%, com aumento de R$ 149,2 mil.

Entre as distribuidoras analisadas, a CPFL Paulista apresentou alta de 13,5% no gasto em agosto, acompanhada de aumento de 6,7% no consumo. Na Elektro, a despesa cresceu 20%, enquanto o consumo avançou 11,5%. Já na CPFL Piratininga, o valor gasto caiu 1,1%, diante de uma redução de 9,4% no consumo.

Bandeira amarela mantém cobrança adicional

O levantamento também destaca a permanência da bandeira tarifária amarela, em vigor desde maio de 2026. Pela regra citada na análise, ela acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Apesar disso, a própria comparação demonstra que a evolução da conta não está relacionada apenas à bandeira tarifária. Em 2025, junho e julho estavam sob bandeira vermelha patamar 1 e agosto sob bandeira vermelha patamar 2.

Para a Lemon, os números indicam que diferentes componentes do custo da energia precisam ser considerados, já que a despesa aumentou em ritmo superior ao consumo.

Municípios também registram diferenças

Entre as cidades destacadas no levantamento, Atibaia apresentou em agosto aumento de R$ 11,4 mil no valor gasto, equivalente a 20,2%. Em Campinas, o acréscimo foi de R$ 10,1 mil, ou 8,8%, enquanto Paulínia registrou alta de R$ 5,5 mil, equivalente a 68%.

Segundo Rafael Vignoli, CEO da Lemon, acompanhar conjuntamente o consumo em kWh e o valor pago ajuda consumidores a entender quais fatores estão pressionando a conta e a buscar maior eficiência no uso da eletricidade.

O levantamento considera exclusivamente os dados registrados na base da Lemon entre junho e agosto de 2025 e 2026 e, portanto, não representa necessariamente a variação média das contas de luz de todos os consumidores paulistas.

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