Adolescentes dos CASAs Osasco I e II participaram de atividade prática sobre agrofloresta, produção orgânica e conservação da Mata Atlântica
Quatro adolescentes atendidos pela Fundação CASA em Osasco participaram de uma experiência prática de educação ambiental no projeto Viveiro Escola. Com idades entre 16 e 18 anos, os jovens dos CASAs Osasco I e II conheceram técnicas de recuperação de áreas degradadas, agricultura regenerativa e conservação ambiental.
Durante a visita monitorada, realizada na última sexta-feira, os adolescentes tiveram contato direto com diferentes etapas de um sistema agroflorestal sustentável. Eles puderam experimentar frutas colhidas diretamente do pé, como pitanga, amora, morango e tomate-cereja, conhecer abelhas nativas da Mata Atlântica e compreender a relação entre produção de alimentos, recuperação do solo e biodiversidade.
Parceria amplia ações de educação ambiental
A atividade é resultado de uma parceria entre os CASAs Osasco I e II, onde os adolescentes cumprem medida socioeducativa, a Associação Camila e o Instituto Nova Era, responsável pelo Viveiro Escola.
A iniciativa dá continuidade às ações de educação ambiental realizadas nos centros de atendimento. Neste ano, hortas foram implantadas nas unidades, permitindo que os jovens participem dos cuidados com hortaliças e legumes e também da colheita dos alimentos.
Localizado na Comunidade Ecovila Astral – Céu de Maria, na periferia de Osasco, o Viveiro Escola trabalha com a recuperação de áreas degradadas por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs).
O projeto combina produção orgânica de alimentos, cultivo de espécies nativas, preservação da floresta, gerenciamento de resíduos e atividades de educação ecopedagógica.
Adolescentes conhecem sistema agroflorestal
Ao longo da visita, os jovens acompanharam diferentes etapas do desenvolvimento vegetal, desde os cuidados com mudas e sementes orgânicas até o manejo de uma agrofloresta.
A proposta permitiu compreender, na prática, como a recuperação do solo pode ser realizada em conjunto com a produção de alimentos e o fortalecimento da biodiversidade.
No laboratório do viveiro, os adolescentes também aprenderam sobre o beneficiamento de plantas medicinais e aromáticas. Foram apresentados processos de desidratação, produção de tinturas vegetais e extração de óleos essenciais e hidrolatos, conhecidos como águas florais.
A programação incluiu ainda degustação de mel produzido por abelhas nativas, contato com hidrolato de lavanda e uma trilha pela mata para observação da diversidade da floresta.
Educação ambiental integra medida socioeducativa
Segundo o presidente da Fundação CASA, Acacio Miranda, a atividade contribui tanto para o aprendizado técnico quanto para o desenvolvimento social dos adolescentes.
Para a instituição, experiências desse tipo ajudam a estimular responsabilidade socioambiental, cidadania e novas possibilidades de capacitação profissional, além de integrarem o processo de ressocialização.
Os adolescentes foram acompanhados pela encarregada técnica do CASA Osasco I, Paula Gomes, e pelo coordenador pedagógico do CASA Osasco II, Márcio da Silva.
A Fundação CASA é vinculada à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania e executa medidas socioeducativas determinadas pelo Poder Judiciário, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE).
