Esposa confessa assassinato do marido em Osasco após pressão da família
Mulher havia alegado suicídio, mas investigação particular apontou múltiplos ferimentos incompatíveis com a versão apresentada à polícia
A morte de Erinaldo Oliveira, ocorrida em Osasco, na Grande São Paulo, ganhou novos desdobramentos após a esposa da vítima confessar ter cometido o crime. Inicialmente, a mulher afirmou à polícia que o marido havia cometido suicídio ao se esfaquear mais de 15 vezes, versão que levantou suspeitas entre familiares.
Inconformada com o relato apresentado, a família de Erinaldo decidiu aprofundar a apuração dos fatos e contratou uma perícia particular, que identificou ferimentos no rosto, pescoço, perna e tórax da vítima — lesões consideradas incompatíveis com a hipótese de suicídio.
Segundo o laudo, Erinaldo foi socorrido com múltiplos ferimentos e encaminhado ao hospital, mas não resistiu. Diante das evidências reunidas e da pressão exercida pelos familiares, a esposa acabou admitindo o homicídio cerca de um mês após a morte, afirmando que o crime ocorreu durante uma discussão.
Em depoimento, a mulher relatou que o marido teria chegado embriagado à residência e iniciado uma briga. Ela alegou que tentou desarmá-lo enquanto ele supostamente se feriria sozinho. No entanto, ao ser confrontada com os resultados da perícia independente, confessou ter desferido os golpes, alegando ter agido em legítima defesa após sofrer agressões.
Apesar da confissão formal e de áudios enviados à família da vítima, nenhuma prisão foi realizada até o momento, já que o intervalo de tempo entre o crime e a confissão impossibilitou a prisão em flagrante.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades como morte suspeita, enquanto a família de Erinaldo Oliveira cobra justiça e responsabilização pelo crime.
