Mpox: exame disponível em 14 estados detecta nova variante após caso confirmado no Sul

Caso confirmado no Sul reforça alerta sobre circulação da Mpox

A confirmação recente de um caso de Mpox em Porto Alegre reacendeu o alerta das autoridades de saúde sobre a possível circulação do vírus no Brasil.

Até o momento, são 88 casos notificados no país, sendo 62 apenas no estado de São Paulo. Entre as cidades paulistas com notificações estão Araraquara, Bauru, Capital, Caraguatatuba, Franco da Rocha, Jales, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté e Campinas.


🧪 Exame detecta nova variante 1b

O diagnóstico da doença é feito por exames laboratoriais. O teste RT-PCR Mpox, desenvolvido pelo Grupo Sabin, é capaz de detectar casos causados pela variante 1b do vírus.

Segundo a biomédica Graciela Martins, gerente do Núcleo Técnico Operacional do Sabin, análises de bioinformática confirmaram que o exame identifica a nova variante.

A coleta é feita por swab (semelhante a um cotonete específico), aplicado em lesões cutâneas ou mucosas com aspecto de vesículas, úlceras ou crostas. O exame deve ser agendado, já que o paciente precisa permanecer em isolamento.

A reclassificação da Mpox como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional pela Organização Mundial da Saúde reforça a importância da vigilância.


🤒 Sintomas e formas de transmissão

De acordo com a OMS, a Mpox pode apresentar diferentes quadros clínicos. Os principais sintomas incluem:

  • Febre acima de 38,5°C
  • Dor de cabeça
  • Ínguas (linfonodos inchados)
  • Dores musculares
  • Dor nas costas
  • Fraqueza e calafrios
  • Erupções ou bolhas na pele

A transmissão ocorre por contato direto com pessoa infectada, materiais contaminados ou animais silvestres infectados (principalmente roedores).

O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. A pessoa deixa de transmitir o vírus após o desaparecimento das crostas das lesões.

O Ministério da Saúde informou que mantém a vigilância da doença como prioridade e que o surto apresenta, até o momento, baixo nível de transmissão fora do continente africano.


🏥 Isolamento e tratamento

O Ministério da Saúde recomenda isolamento de 21 dias para pacientes positivos.

A doença geralmente é autolimitada, ou seja, tende a desaparecer espontaneamente. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações, principalmente em:

  • Crianças
  • Gestantes
  • Pessoas com imunossupressão

A orientação é procurar atendimento médico ao surgimento dos sintomas e evitar contato com outras pessoas.

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