Audiência pública debate uso de canabidiol na saúde pública de Osasco
Uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Osasco debateu a possibilidade de inclusão do canabidiol (CBD) na rede pública de saúde como alternativa terapêutica para diversos tratamentos. O encontro aconteceu no Plenário Tiradentes e reuniu especialistas, autoridades e moradores.
Organizada pela Comissão de Saúde e Assistência Social, a audiência foi conduzida pelo vereador Gabriel Saúde, com participação de parlamentares e representantes da sociedade civil.
Uso terapêutico em debate
Durante o encontro, especialistas destacaram os benefícios do canabidiol no tratamento de condições como dores crônicas, epilepsia, esclerose múltipla, autismo e transtornos neuropsiquiátricos.
O médico neurologista Carlos Bosco Marx afirmou que o CBD pode ser uma alternativa para pacientes que não respondem bem aos medicamentos convencionais, além de apresentar menos efeitos colaterais.
Desafios no acesso ao tratamento
O advogado Clayton Ferreira dos Santos ressaltou que muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir acesso ao medicamento por meio da Justiça, devido à burocracia e aos custos elevados.
Atualmente, para obter o canabidiol, é necessário apresentar laudo médico, comprovação de renda e atender às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Relatos de famílias e pacientes
A audiência também contou com depoimentos de usuários do tratamento. Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) relataram melhorias na comunicação, no sono e na qualidade de vida após o uso do CBD.
Outros participantes destacaram a redução de medicamentos tradicionais e o impacto positivo no bem-estar dos pacientes.
Projeto de lei em análise
Um dos principais temas discutidos foi o Projeto de Lei 12/2026, que propõe a criação de uma política municipal para fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol em Osasco.
De autoria do vereador Gabriel Saúde, a proposta busca garantir o acesso ao tratamento para pacientes com diferentes condições de saúde.
Próximos passos
A discussão segue em análise no Legislativo e deve avançar com novos debates e avaliações técnicas. A proposta levanta questões sobre acesso, custo, regulamentação e impacto na saúde pública.
