Nova alternativa no combate à hipertensão resistente ganha destaque no Brasil
A hipertensão arterial segue como um dos maiores desafios de saúde pública no país, atingindo cerca de 30% dos adultos e sendo considerada uma das principais causas de morte cardiovascular.
Em meio a esse cenário, uma técnica moderna começa a ganhar espaço: a denervação renal, indicada especialmente para pacientes que não respondem aos tratamentos convencionais.
⚠️ Doença silenciosa e perigosa
Conhecida como “assassina silenciosa”, a hipertensão geralmente não apresenta sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Quando se manifesta, pode causar:
- Dor de cabeça
- Tontura
- Fadiga
- Visão embaçada
Sem controle adequado, pode evoluir para quadros graves, como infarto, AVC e doenças renais.
💊 Limites do tratamento tradicional
O tratamento padrão combina:
- Mudanças no estilo de vida
- Alimentação saudável
- Atividade física
- Uso de medicamentos
Ainda assim, há pacientes que não conseguem controlar a pressão mesmo com múltiplos remédios — condição chamada de hipertensão resistente.
🔬 Denervação renal: como funciona
A denervação renal surge como uma alternativa para esses casos. Trata-se de um procedimento minimamente invasivo, semelhante a um cateterismo.
👉 Etapas do procedimento:
- Inserção de um cateter pela virilha
- Navegação até as artérias renais
- Aplicação de radiofrequência
- Redução da atividade dos nervos que elevam a pressão
📉 Os efeitos aparecem de forma progressiva, com melhora significativa entre 1 e 6 meses.
🏥 Referência no país
No Brasil, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia é um dos centros especializados na realização do procedimento, com estrutura e equipe multidisciplinar para avaliação e tratamento dos pacientes.
📈 Avanço na medicina
A consolidação da denervação renal representa um avanço importante no tratamento da hipertensão resistente, oferecendo:
- Mais qualidade de vida
- Redução de riscos cardiovasculares
- Nova perspectiva para pacientes sem controle da doença
