Desenrola Fies renegocia R$ 2,8 bilhões em apenas 10 dias; programa beneficia estudantes com dívidas atrasadas
O programa Desenrola Fies já renegociou mais de R$ 2,8 bilhões em dívidas estudantis nos primeiros dez dias de funcionamento. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 48.587 pessoas aderiram à iniciativa até esta quinta-feira (21), permitindo também o retorno de R$ 148 milhões aos cofres públicos apenas com o pagamento das entradas dos acordos.
A ação foi criada para ajudar estudantes com contratos do Fies em atraso e reduzir a inadimplência. Os interessados têm até 31 de dezembro de 2026 para renegociar os débitos pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil.
O Desenrola Fies pode beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos assinados até 2017. Dependendo da situação da dívida, os descontos podem chegar a 99% do valor total devido.
Descontos podem chegar a 99%
As condições variam conforme o tempo de atraso e o perfil do estudante:
12% de desconto para contratos sem atraso ou com atraso de até 90 dias;
12% de desconto e perdão de juros e multas para dívidas acima de 90 dias;
77% de desconto para contratos vencidos há mais de 360 dias;
92% de desconto para estudantes do CadÚnico com atraso superior a 360 dias;
99% de desconto para contratos com mais de cinco anos de atraso e estudantes inscritos no CadÚnico.
Além disso, o parcelamento pode ser feito em até 150 meses, dependendo da modalidade escolhida.
Como renegociar o Fies
A adesão é feita de forma digital:
Acesse o aplicativo ou portal da Caixa ou Banco do Brasil;
Escolha a opção “Renegociação do Fies”;
Confira as condições disponíveis para o contrato;
Aceite os termos eletronicamente;
Efetue o pagamento da entrada.
Após a confirmação, o nome do estudante e dos fiadores é retirado automaticamente dos cadastros de inadimplência.
O que é o Fies
Criado em 2001, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) oferece financiamento para estudantes de instituições privadas de ensino superior com avaliação positiva no MEC.
Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes de baixa renda. Para participar, é necessário ter feito o Enem a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos e nota acima de zero na redação, além de renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.
