Banda da GCM alegra tarde de pacientes do HMB 

Nem bem começaram os primeiros acordes da primeira música tocada pela banda da Guarda Civil Municipal (GCM), sob a regência do CD (classe distinta) Rogério Felipe de Oliveira na tarde da última quarta-feira, dia 24, no saguão do Hospital Municipal de Barueri Francisco Moran (HMB) e várias pessoas já estavam filmando e compartilhando as imagens. “Esta música é ‘Hallellujah’ (de John Cale), tema do filme ‘Shrek’”, identificou logo Bruna Cachoeira, de 16 anos, que veio fazer um exame de sangue acompanhada da mãe Ivonete. 

“Nosso objetivo é trazer alegria e conforto para os pacientes e seus acompanhantes, aos colaboradores e para toda a equipe que trabalha no Hospital. Estão previstas apresentações todas as últimas quartas-feiras do mês”, conta Edineia Carvalho, assistente da brinquedoteca e integrante do Grupo de Humanização do HMB. 

Cantarolando integralmente a música “Se”, do Djavan, estava Raimunda Nascimento de Jesus, de 50 anos, moradora do Parque Imperial. “Estou acompanhando meu marido, Arlindo Nascimento (de 66 anos), que vai passar em consulta com o oftalmo. Essa iniciativa é maravilhosa. Já compartilhei com meus filhos, que adoram música e muito mais o Djavan”, conta ela. 

Logo em seguida foram executados um pout-pourri de Roberto Carlos com “Emoções” e “Detalhes”, que atraiu a atenção dos frequentadores mais idosos; a clássica “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e “Raridade”, de Anderson Freire, que teve a letra cantada pelo CD Márcio Martins, que atuou como mestre de cerimônia. Vários frequentadores o acompanharam sem errar uma palavra do hino de louvor. 

Susana Souza, de 53 anos, enfermeira do centro cirúrgico, se encantou com um dos instrumentos: “o flautim faz toda a diferença no desempenho da banda. Trabalho no 8º andar, sempre ouço a banda, mas é a primeira vez que tenho a oportunidade de ficar bem pertinho. Ainda bem que coincidiu com o meu horário de almoço. Amei!”, declarou ela. 

Pequenos regentes 

Nenhuma das dezenas de frequentadores ficou tão gratificada em gravar e compartilhar imagens como Lucivânia Leal de Sousa, de 37 anos, moradora do Parque Imperial, cuja filha Natally, de cinco anos, foi a primeira convidada por Oliveira a “reger” a banda. Ela estava tão à vontade na função, que chegou a colocar uma das mãos à cintura durante o trabalho. “Aprendi (a “reger”) na minha escola com a música ‘A Boca do Jacaré’” (de Danilo Benício). A futura maestrina veio visitar o sobrinho Bernardo Miguel, de apenas sete dias, que nasceu prematuro. Isso mesmo, ela já é tia. 

Sorrindo, mas se queixando um pouco, estava Miguel Simões, de 13 anos, morador do Parque dos Camargos, que estava acompanhado do pai Thiago Feitosa e veio fazer uma cirurgia ortopédica no pé esquerdo. “Não foi muito fácil; dói um pouco o braço”, comentou. Bruno Fernandes Mendonça, de oito anos, que tem Síndrome de Down, foi o último a “reger” para o orgulho de sua mãe, Gabriela, de 47 anos: “que delícia essa apresentação. Foi bom pra todos e principalmente para o Bruno. Quem dera tivesse todos os dias”, comentou ela. 

“As crianças se identificam muito com música e assim é uma maneira delas participarem. O próprio mestre Moni já tinha esse hábito e nós apenas procuramos usar os bons exemplos. Antes de chamar cada criança, perguntei para os responsáveis se eles autorizavam”, revelou o regente Oliveira, que encerrou a apresentação com o “Tema da Vitória”, de Eduardo Souto Neto, canção muito famosa por embalar as vitórias de Ayrton Senna na Fórmula 1. 

Tietagem 

Mesmo com a alta da filha Cristal, de apenas 10 meses, Rayssa Cristina do Amaral, de 24 anos, moradora do Jardim Mutinga, fez questão de ficar até o final da apresentação para tirar uma foto com o CD Carlos Henrique Lima. “Minha filha ficou o tempo todo com os olhos no instrumento que ele tocava (pandeiro meia-lua). É a terceira vez que minha filha (prematura) fica internada aqui. Agora ela está bem”, confidenciou.  

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