Governo aposta em aprovação do fim da escala 6×1 em até três meses

O Governo Federal espera que o projeto que prevê o fim da escala 6×1 seja aprovado pelo Congresso Nacional em até três meses. A proposta foi enviada com urgência constitucional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já começou a movimentar o debate sobre jornada de trabalho no país.

A expectativa foi confirmada pelo ministro Guilherme Boulos, que destacou o prazo estimado de tramitação: até 45 dias na Câmara e mais 45 no Senado.


⏱️ O que muda com a proposta

O projeto propõe uma transformação significativa nas relações de trabalho no Brasil:

  • Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas
  • Garantia de dois dias de descanso remunerado
  • Proibição de redução salarial
  • Substituição do modelo 6×1 pelo padrão 5×2

A medida valeria para contratos atuais e futuros, incluindo diferentes regimes de trabalho.


💬 Governo defende mais qualidade de vida

Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a proposta representa um avanço na valorização dos trabalhadores.

“O que se debate é a redução da jornada sem redução de salário, valorizando a vida das pessoas”, afirmou.

Já Guilherme Boulos classificou a mudança como essencial para melhorar a qualidade de vida:

“A escala 6×1 é desumana. O trabalhador precisa de tempo para descansar, cuidar da família e viver”, destacou.


📊 Impacto direto para milhões de trabalhadores

Atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham no regime 6×1, enquanto mais de 37 milhões têm jornadas acima de 40 horas semanais.

A proposta busca:

  • Reduzir o desgaste físico e mental
  • Diminuir afastamentos por doenças
  • Melhorar produtividade e qualidade de vida

🌍 Tendência internacional

A mudança aproxima o Brasil de práticas já adotadas em outros países. Na Europa, jornadas de até 40 horas são comuns, enquanto países da América Latina, como Chile e Colômbia, também avançam na redução da carga horária.


📌 Próximos passos

O projeto agora será analisado pelo Congresso Nacional. Caso aprovado, seguirá para sanção presidencial e poderá estabelecer um novo padrão para o mercado de trabalho brasileiro.

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