Investigação contra PCC começou com bilhete achado em esgoto e levou à prisão de Deolane Bezerra
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público estadual resultou na prisão de seis suspeitos de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Entre os alvos da Operação Vérnix está a influenciadora digital Deolane Bezerra.
Segundo as autoridades, a investigação teve início há sete anos após policiais penais encontrarem bilhetes descartados no esgoto de uma cela da penitenciária de Presidente Venceslau. O material foi encaminhado ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que passou a atuar em conjunto com a Polícia Civil.
As apurações identificaram uma transportadora suspeita de movimentar recursos financeiros para a facção criminosa. A partir da análise de dados bancários, celulares apreendidos e quebra de sigilos fiscais, os investigadores apontaram uma estrutura considerada sofisticada para ocultação de dinheiro do crime organizado.
De acordo com a Polícia Civil, Deolane Bezerra teria recebido transferências financeiras da empresa investigada. Segundo o delegado Edmar Caparroz, a suspeita é de que valores ligados ao crime organizado fossem misturados a recursos provenientes de atividades legais.
Além de Deolane, a investigação cita familiares de Marcos Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do PCC. Entre os investigados estão Paloma Camacho, que estaria foragida e incluída na lista vermelha da Interpol, e Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização.
A operação também determinou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos e quatro imóveis ligados aos investigados.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, a Operação Vérnix representa mais um avanço no combate à lavagem de dinheiro e às estruturas financeiras utilizadas pelo crime organizado em São Paulo.
