Sarampo: Barueri reforça importância da vacinação após aumento de casos no Brasil
Município não registra casos confirmados em 2026 e já aplicou mais de 14,6 mil doses da tríplice viral; São Paulo concentra 41 dos 61 casos registrados no país até outubro.
O aumento dos casos de sarampo no Brasil colocou as autoridades de saúde em alerta e reforçou a importância de manter a vacinação em dia. Em Barueri, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não há casos confirmados da doença em 2026, mas destaca que a imunização continua sendo a principal medida para evitar a circulação do vírus.
De acordo com a administração municipal, 14.638 doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, foram aplicadas na cidade neste ano.
Todas as suspeitas notificadas em Barueri foram investigadas pela Vigilância Epidemiológica e descartadas após resultados laboratoriais negativos emitidos pelo Instituto Adolfo Lutz.
Apesar da ausência de confirmações no município, a Secretaria de Saúde ressalta que a queda na cobertura vacinal pode favorecer o retorno de doenças anteriormente controladas.
São Paulo concentra a maioria dos casos registrados no país
Segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela Prefeitura de Barueri, o Brasil contabilizava 61 casos confirmados de sarampo até 19 de outubro de 2026.
Desse total, 41 ocorreram no estado de São Paulo, distribuídos da seguinte forma:
- São Paulo (capital): 37 casos;
- São Bernardo do Campo: 2 casos;
- Guarulhos: 1 caso;
- Santo André: 1 caso.
Os registros estão associados à introdução de casos importados e à circulação do vírus em outros países das Américas, entre eles Estados Unidos, México e Peru.
O Brasil recuperou, em novembro de 2024, o reconhecimento de país livre da circulação endêmica do sarampo, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Esse reconhecimento, no entanto, não impede a ocorrência de casos importados ou de transmissões pontuais.
Queda na vacinação aumenta risco de transmissão
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida principalmente pelo ar, por meio de partículas respiratórias eliminadas por pessoas infectadas.
A redução da cobertura vacinal aumenta a quantidade de pessoas suscetíveis à infecção e favorece a ocorrência de surtos.
Outro fator de preocupação é a disseminação de informações falsas sobre vacinas, especialmente nas redes sociais. Conteúdos sem respaldo científico podem gerar dúvidas sobre a segurança dos imunizantes e levar ao atraso ou abandono do esquema vacinal.
A vacina tríplice viral é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e constitui uma das principais formas de prevenção contra a doença.
Quem deve tomar a vacina contra o sarampo?
De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação de 2026 apresentado pela Secretaria de Saúde, o esquema recomendado é:
Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses.
Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses para quem não possui comprovação de vacinação, respeitando o intervalo recomendado.
Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose para quem não possui comprovação de vacinação.
Profissionais de saúde: duas doses, conforme o histórico vacinal, independentemente da idade.
Em situações específicas de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também pode recomendar uma dose adicional para bebês entre 6 e 11 meses e 29 dias, conhecida como dose zero. Essa aplicação não substitui as doses previstas no calendário de rotina.
A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes e pessoas com imunossupressão grave. Nesses casos, é necessário buscar orientação profissional.
Quais são os sintomas do sarampo?
Os sintomas iniciais geralmente incluem febre alta, tosse, coriza e conjuntivite.
Após os primeiros sinais, podem surgir manchas vermelhas na pele, normalmente começando pelo rosto e se espalhando para outras regiões do corpo.
Em situações mais graves, a doença pode provocar complicações como pneumonia, otite, diarreia intensa e encefalite, uma inflamação do cérebro.
Crianças pequenas e pessoas com comprometimento do sistema imunológico estão entre os grupos mais vulneráveis às complicações.
Quem apresentar sintomas compatíveis deve procurar atendimento médico, preferencialmente avisando previamente a unidade de saúde sobre a suspeita, para reduzir o risco de transmissão a outras pessoas.
Onde se vacinar em Barueri?
Os moradores podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) da rede municipal para verificar a situação vacinal e receber orientação sobre as doses necessárias.
É recomendado apresentar um documento de identificação e a caderneta de vacinação, caso esteja disponível.
A Secretaria de Saúde reforça que manter a imunização atualizada é uma medida de proteção individual e coletiva, especialmente diante do registro de novos casos no estado de São Paulo.
